Se tem uma coisa que eu não uso na minha tv são os aplicativos da Samsung. Só achei o YouTube útil na época d'A Fazenda, mas no final eu nem tava mais assistindo porque percebi que realmente é uma perda de tempo na minha vida (e também porque, no final, já estava menos frio em São Paulo e eu tinha coragem de sair de casa). Mas aí, por acaso, descobri que no TerraTV tem uns vídeos legais, tipo documentários, por exemplo. E fui, toda feliz, abrir o aplicativo do TerraTV na minha tv achando - que frustração! - que os vídeos legais estariam lá. Mas não. Só tem coisa besta, tipo a notícia da mulher que fez sexo pulando de paraquedas (hahaha). Mas tinha também vídeos do Planeta Terra 2011, evento do qual eu tive a alegria de participar. Botei um trecho de "NYC Cops" pra tocar e me empolguei lembrando do show.
Os ingressos do Planeta Terra estavam esgotados desde sempre. Quando eu ainda estava me informando dos shows do festival, os ingressos não só já tinham sido colocados à venda, como já estavam esgotados NAS PRIMEIRAS HORAS DE VENDA. Obviamente, me bateu uma revolta classemédiasofre imensa e eu fiquei puta por ser uma pessoa tão desinformada, e triste por conviver com imbecis que nem sabem quem são os Strokes, e por isso nem poderiam me avisar da venda dos ingressos.
Strokes já esteve no Brasil meia dúzia de vezes e eu não tinha ido em nenhuma, principalmente por motivos financeiros. Por isso a frustração de não ir era ainda maior, já que todo mundo já tinha visto os caras, menos eu. E dessa vez eu também não iria, também por motivos finaneiros. Não os mesmos de outrora, já que agora eu até tenho dinheiro para ir nos festivais, mas não o bastante para pagar meio milhar de reais a cambistas para ver um show. Além disso, eu tinha também um compromisso fodido do trabalho.
Parênteses: até o dia 31 de dezembro de 2011, eu trabalho na operação de um cliente MUITO MUITO MUITO chato. Tenho vontade todos os dias de mandar todos de lá tomarem em seus cus, e vontade de amarrar o nome de todo mundo na boca do sapo salgado. Dentre outras coisas legais, existem dois grandes eventos por ano na minha função nesse cliente que envolve passar 14 ou 16 fucking horas acordada durante uma noite de sexta para sábado. Sempre de sexta para sábado. E não é uma coisa legal, porque envolve ficar acordada num horário onde eu estou sempre dormindo e me entupir de Dramin no dia anterior pra conseguir dormir com o sol e ficar acordada à noite. E também não tem energia elétrica no tal evento, o que me impede de ficar vendo coisas na internet enquanto de vez em quando dou uma olhadinha no que tá rolando. Enfim, é uma bosta e eu fico muito cansada no dia seguinte, querendo dormir 2 dias seguidos. E todo esse pesadelo acaba com 2011. Finalmente trabalherei em horários de gente decente, e poderei reclamar que classe média sofre com mais propriedade, trabalhando de segunda a sexta e tal. Muito bom. Fiquem felizes por mim.
Pois bem. Na noite de sexta para sábado anterior ao festival eu estaria trabalhando nesse puta evento, e o Planeta Terra seria no sábado a tarde. Então eu já tinha perdido todas as esperanças de ir (como se o preço de cambistas dos ingressos não fosse o suficiente).
Eis que, enquanto eu estava enrolada no meu casaco de inverno com cachecol (fez frio em novembro, lembram?!), segurando minha lanterninha, meu celular toca. E meu namorado fofo diz que meu presente de natal chegou mais cedo e que tínhamos um par de ingressos VIP, com estacionamento, para o Planeta Terra. Fiquei obviamente eufórica e felicíssima. Nem lembrei que teria que dormir poucas horas entre um compromisso e outro. E fui assim mesmo, foda-se, movida a Red Bull.
Claro que não consegui chegar a tempo de ver todos os shows, mas meu objetivo sempre foi mesmo ver Strokes, então que se dane. E ainda cheguei a tempo de pegar boa parte do show do Interpol, o que me deixou bem contente. Já era felicidade o bastante. Baseado na experiência do Planeta Terra anterior, compramos muitas fichas de cerveja pra não ter que enfrentar fila depois e esquecemos completamente que aquela pulserinha laranja no nosso pulso poderia significar algo mais do que estacionamento gratuito. Mas lá pelas tantas, depois do Interpol, descobrimos, já bêbados, que a pulserinha valia acesso ao camarote da Gol com open bar e comida! Só consegui pensar em quão feliz eu seria depois do Strokes em voltar ali e COMER. Também baseada em experiências do Planeta Terra passado, eu já estava preparada para passar fome no final do evento.
Foi tudo foda. Ir de graça foi foda, ter open bar e comida no camarote foi foda e o estacionamento foi uma mão na roda. Deve ser assim que os ricos vão a shows. Muito bom. E pular bêbada e chapada desesperadamente berrando New York City Cops na orelha do gordo chato que tava na minha frente foi priceless. Eu tava cansada pra caralho, como poucas vezes na vida, mas foi inesquecível. Só lembrei de falar pro namorado, no meio da onda maluca que bateu com a cerveja e a maconha, que era impensável não estar ali, que o show estava lindo, que eu estava imensamente feliz e que foi o melhor presente de natal dos últimos tempos.
Agora, só uma frustração: eu esperava ver o gatíssimo Julian Casablancas cantando...
... e não esse gordo caminhoneiro!
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Ai meu deus! O que houve com Julian Casablancas???
ResponderExcluirmais uma depressiva criando blog pra pagar de puta maluca tentando esquecer o lixo da propria vida.
ResponderExcluirquanto tempo vc acha que leva ate alguma dst? rs
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ResponderExcluirEle deve ter casado...
ResponderExcluirPoxa, ele casou há um tempão!
ResponderExcluirRealmente foi decepcionante a entrada do Julian no festival, haha, ainda por cima estava com um figurino todo Restart! Mas o show foi do caralho mesmo.Ótimo. Setlist perfeito, melhor impossível.
Pati, leio seu blog há um tempão e nunca comentei aqui, mas ao reparar seu incrível gosto musical precisei me manifestar!
E, aliás, parabenizo. Sempre me divirto com as histórias,e,apesar de os posts não abordarem mais a temática picante continuam sarcásticos e engraçados.