SPP - parte 1 de 2

Apaguei alguns posts, sim, dá licença? No cu dos outros é refresco, né?

Agora, teorizemos sobre a tão falada Síndrome do Pinto Pequeno. Eu vou começar falando sobre o que atrai as mulheres em um homem, e no próximo post eu falo sobre a síndrome em si. É que não dá pra falar de SPP sem uma introduçãozinha básica sobre a minha teoria de atração. Deixo claro que não quero entrar em mérito freudístico nenhum, eu não entendo nada dessas coisas. Minha teoria é estritamente empírica e amadora, basicamente um papo de boteco. Pois bem, voltando ao caso... Comecemos com a máxima: homens precisam de afirmação. E como eles o fazem? Bem...

Quando muito jovens, se afirmam tirando onda com outros homens socialmente inferiores. Ameaçam o coleguinha nerd e feio (que, mal sabe ele, será o futuro chefe), falam alto, mostram força, fazem zona no colégio, e toda essa coisa imbecil adolescente que me dá pavor. E, claro, pegam as meninas bonitinhas da escola. Quando vão ficando mais velhos, o fator "pegar meninas bonitinhas" adquire uma importância maior, e o número de peguetes basicamente define o nível de segurança de um jovem rapaz. O tempo passa e outras coisas passam a ser mais importantes na vida de um homem, por exemplo, ganhar dinheiro. Ter carro grande. E outras atitudes menores.

Mas repara só: o objetivo de ter dinheiro, nunca é o dinheiro em si. É se sentir seguro. O mesmo vale pro carro grande. E sabe o quê mais deixa um homem seguro? Um pau grande. Se o cara tem absoluta certeza de que o pau dele é maior do que o de todos os amigos, ele vai se achar o melhor, independentemente de qualquer outra variável. Simples. Mas e se o cara tem o pau pequeno (ou acha que tem)? Ele é naturalmente inseguro e vai arrumar confiança em outro lugar.

Exemplo rápido, que eu já vi acontecer um milhão de vezes: o cara tá lá começando a vida na faculdade, estagiozinho meia-boca, pouca grana, sem carro (homem tem uma coisa com carro, né?)... Pega pouca mulher e as que ele pega não são assim as mais legais ou bonitas disponíveis no mercado. Passa todos os anos da faculdade reclamando disso. Aí o cara se forma, arruma um trampo legal, começa a ganhar bem, compra carro, faz umas gracinhas no boteco (porque ele ainda não conhece os restaurantes bacanas), vai de camarote nas baladas, essa coisa toda. Daí, milagrosamente, começa a pegar mulheres interessantes. E fica revoltado no dia seguinte ou em conversas com os amigos porque ele chega à "brilhante" conclusão de que mulher gosta mesmo é de dinheiro. E toda a sua vida daí por diante vai ser dedicada a ganhar ainda mais dinheiro, pra pegar ainda mais mulher e por aí vai. Mas essa é uma lógica completamente burra. É tipo aquela do "Deus é amor, o amor é cego, Steve Wonder é cego, logo, Steve Wonder é Deus." Me poupe, né? Ganhou dinheiro, pegou mulher, logo, mulher gosta de dinheiro. Pfff... Deixa eu te contar um segredo? Mulher gosta de algo muito mais sutil do que isso: mulher gosta é de PODER.

Você, meu caro amigo, tá pegando geral agora não é porque você tem dinheiro, é porque, com o dinheiro, você se tornou um sujeito mais confiante em si próprio. E diferentes homens se tornam confiantes com diferentes "coisas"; o dinheiro é a mais comum delas. Mas poderia ser, vejamos, um pau grande! Sério, gente, é impressionante o que um pinto avantajado faz por um homem. Sabe aquele seu colega que não é bonito, não é rico, não é destaque acadêmico, não tem nada de concretamente atrativo, mas é legal pra caramba e come um milhão de mulheres? Pode ter certeza de que ele tem um pau grande. E não é por isso que a mulherada fica com ele, porque num primeiro momento elas nem sabem disso. A mulherada fica com ele porque ele é confiante. E confiança exala poder. Só por isso.

Pode reparar. Num congresso de empresas juniores, a gatinha sempre vai querer pegar o presidente da empresa júnior. Num time de futebol, o mais assediado nunca vai ser o reserva, mesmo que ele ganhe mais dinheiro que todos os titulares juntos. O chefe sempre parece mais charmoso que o subordinado, mesmo que tenha 20 anos a mais e meio quilo de cabelo a menos. PODER, meus caros. Poder. Isso não tem preço, não tem comprimento, não tem largura. Mas muita gente compra porque não nasceu com o dom pra ele. Paciência.

A essa altura acho que já deu pra desconfiar como a SPP se manifesta, e do que se trata. Mas deixo a teoria mais explícita pro próximo post, isso foi só pra introduzir. Agora eu vou dormir porque este não foi um dia de notícias exatamente agradáveis...

Idiota das antigas

Quando eu criei o blog e resolvi botar nele o nome de "Eu dou para idiotas", eu tinha em mente top 3 master idiotas a quem o título se referia. Um deles era muuuuito gatinho e os outros dois eram normais, mas mandavam muito bem. Quer dizer, eram idiotas, sim, mas pelo menos nenhum deles era um zé mané qualquer que não tinha nada a oferecer. Olha só!, parando pra pensar agora percebo que os três são engenheiros, cada um de um tipo.

Nunca contei de nenhum deles aqui, e nem queria, na verdade. Um deles é bem provável que eu nunca mais veja na vida, então foda-se. Mas os outros dois são pessoas que de um jeito ou de outro eu ainda terei possível contato, mesmo que indiretamente. E este mundo é um ovo, vai que um dia algum deles vira meu chefe? Tá, é viagem, mas não é tão impossível assim. Maaaaasss... Quer saber? Que se dane. Vou contar o caso de um desses dois porque a raiva voltou. Foi o seguinte...

Naquela época eu fazia happy hour com muita frequência depois do estágio. O sujeito apareceu na nossa mesa trazido por alguém. Percebia-se logo que era um idiotinha. Inteligente, divertido, com um timing muito bom pra comentários pertinentes, mas ainda assim era nitidamente um mimado filhinho-de-papai. Sabe como é boteco, né? Cerveja, cerveja, cerveja... Uma caixa vai fácil e você nem percebe. Adicione a isso o fato de eu ser viciada em batata frita: merda na certa.

(Parênteses gigante: pra quem não sabe, quando você bebe comendo carboidrato, o efeito do álcool é potencializado. Eu não sei explicar direito o que é, mas aparentemente as enzimas que quebram o carboidrato "competem" com as enzinas que quebram o álcool. Quando você consome álcool e carboidrato, fica com mais álcool dando sopa no seu sangue porque seu corpo não consegue quebrar os dois tipos de moléculas juntas, tudo ao mesmo tempo, com a mesma velocidade que quebraria se só um tipo estivesse presente. É por isso, meu amigo, que você consegue passar o dia inteiro bebendo e comendo carne no churrasco, mas fica quebrado depois de uma festinha de formatura com penne de jantar. Ou, no meu caso, é por isso que eu fico MUITO bêbada nos botecos regados a cerveja e batata frita.)

Voltando à história... Sabe-deus-lá-como, depois do boteco, eu fui parar numa festa desconhecida com pessoas que eu acabara de conhecer (na verdade eu sei, sim, como foi, mas não quero dar detalhes pra não identificar o sujeito). Continuei bebendo vinho na festa. E, óbvio, acabei pegando o sujeito. Foi um treco meio louco, sabe quando você tá tão bêbado que não percebe o que tá fazendo? Parecia sonho, câmera lenta, sei lá, mas foi bom pra caralho! Super ultra pegação na festa alheia, foi divertido. Ele tinha uma pegada muito boa, um beijo gostoso. Fomos embora e eu paguei o táxi de um lugar bem longínquo. Ok, eu fico rica quando bebo, o que são 50 reais pra pagar sozinha num táxi que eu dividi com 3 homens, não é, minha gente?

Descemos - eu e o idiota - em frente ao meu prédio, mas eu não queria subir com ele porque, sei lá, fiquei com vergonha do porteiro. Mas eu tava na pilha. Partiu motel vagabundo aqui na região? Partiu. Vagabundo era, mas não era barato, não! Eu achava que esses moteis em que a gente entra a pé custavam, sei lá, 15 conto a pernoite. Mas eu paguei 45 por 2 horas! Era muito vagabundo mesmo, se eu tivesse sóbria, ia ter nojo - e olha que eu não sou nada fresca. Definitivamente não valia o preço. Não preciso dar detalhes do que rolou lá, né? Só digo que - puta que pariu! - foi bom demais! Pensando nisso agora, fico surpresa com o quão bem a coisa funcionou. Ele tava muito bêbado, e homens bêbados em geral são péssimos. Mas o cara mandou bem.

Até aí, tudo bem. Quer dizer, bem nada, porque eu estava com um prejuízo solitário de 95 reais só de pós-festa. Mas tá, tudo bem. Eu não reclamaria se o cidadão não tivesse sido um imbecil comigo. Mas o negócio é que, na semana seguinte, ele FINGIU QUE NÃO ME CONHECIA na faculdade. Gente, sério mesmo, eu nunca tinha passado por isso. Uma vez, vá lá, pode ser que ele não tenha me visto no corredor cheio. Mas de novo? E de novo? E de novo?! Nunca me senti tão péssima com um pós-date. Acho super ok as pessoas não ligarem depois porque, né?, ninguém deve satisfação pra ninguém, ninguém é obrigado a gostar de mim e querer me ver de novo - nem eu dos outros. Mas, porra, cumprimentar é educação! Falar "oi, bom dia!" no corredor é o mínimo que se faz com os outros, até com aquele seu colega de uma única disciplina e que você nem lembra o nome. Como se o cumprimento dele tivesse o significado de um pedido de casamento, como se fosse um exagero falar oi pra menina que você comeu no fim de semana anterior. Quem me conhece sabe que eu não sou grudenta, eu não fico no pé de ninguém, eu não sou do tipo que espera flores no dia seguinte, é pedir demais não ser ignorada? Ah, vai se foder.

Grrrrr... Fiquei com raiva de escrever esse parágrafo. E só me veio a inspiração pra escrever isso porque dia desses eu fui pra uma baladinha aqui e encontrei o sujeito lá, depois de muito tempo. Fiquei até surpresa, achei que ele tinha se mudado do Brasil. Vai ver até mudou mesmo, sei lá. Obviamente eu não cumprimentei. E fiquei até bastante contente porque eu tava pegando um cara super gatinho e legal e ele tava xavecando uma baranga. Que faça bom proveito.

P.S.: transfiram seus pensamentos positivos para daqui 2 semanas. Meu esquema no Rio foi adiado - e transferido de cidade, infelizmente :(

Blog facts

Ontem fui dar uma fuçada nos números do blog. 227 pessoas me seguem no Blogger (aliás, puta sacada, a criação dessa mini rede social no Blogger) e, segundo o Google Reader, 457 pessoas assinam meu feed. Suponhamos que 50 pessoas me sigam no Blogger && assinem meu feed (não deve ser mais do que isso, acho que quem tem costume de ler pelo feed não acessa o blog pelo Blogger e vice-versa). Não é nada, não é nada, mas são então 634 pessoas que aparentemente demonstram interesse em ler essas bobagens com frequência. E menos de 5% delas se manifestam - por comentário, ou email, ou chat. Curioso.

Mas eu me divirto com as pessoas que se manifestam, e procuro responder na medida do possível. Às vezes esqueço, é verdade, mas sei de cada um dos nicks das pessoas que aparecem aqui com frequência. Me divirto inclusive com os anônimos furiosos. Dia desses alguém escreveu "Cansei. Sua vida se resume a homens?". Já repararam que eu posto pouco, e nem sempre é falando de alguém que eu peguei? Por isso subentende-se que eu não ando me dando tão bem assim por aí. Então, não, minha vida não se resume a homens. Mas a proposta do blog é falar deles, será que não deu pra entender isso? Se eu quisesse ensinar a cozinhar, faria um blog de receitas, oras. Eu até queria fazer um blog pra reclamar da vida em geral e ficar me divertindo com comentários de outro tipo, mas, como perfeitamente escreveu o mais sábio poeta brasileiro, Mário Quintana, "O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".
E é tipo isso mesmo. Tem coisa mais chata do que mimimi? Não tenho nada com isso, porra. Eu sei que é bom compartilhar, mas, caramba!, eu tenho mesmo que contar pras pessoas toda vez que sinto vontade de chorar ou detalhar cada briga que eu tenho/tinha com minhas flatmates? Me ajuda aí, né? Não sou esse tipo de pessoa. Mas eu quero falar dos meus casos no blog, pode? Se fica parecendo que minha vida se resume a isso, só lamento.

Eu sei que tem um montão de gente aqui que me odeia, mas na sexta eu terei um dia muito, muito importante na vida, no Rio. Será que rola de fazer uma torcida? Se tudo der certo, eu prometo fazer um dia de boteco com os leitores e banco cervejas pra galera (sim, eu estou comprando correntes de pensamentos positivos). Fico agradecida.

E bora contar caso tosco? Hoje tô inspirada.

Saco cheio

Recebi alguns emails de leitores cobrando post e resolvi atualizar o blog mesmo que seja pra falar merda. Isso aqui sempre foi uma saco de desabafo mesmo, não seria novidade pra vocês ouvir minhas reclamações. Só que hoje eu tô sem saco e sem assunto pra falar dos meus idiotinhas queridos que preenchem essa minha estúpida vida sentimental. Eu não pego ninguém novo faz tempo! Tenho ficado pouco em BH, gastado todo meu dinheiro com viagens pouco divertidas e a sensação que tenho é que é tudo inútil. Eu tô fazendo um zilhão de processos trainee e não, não quero falar sobre isso. Já me basta toda a encheção de saco diária com apresentações imbecis, colagens em cartolinas, trabalhinhos em grupo, provas inúteis, pessoas pouco criativas e psicólogas pouco espirituosas. Tô de saco cheio de ser legal e com vontade de mandar as empresas de RH enfiarem seus processos seletivos nos respectivos cus com hemorroidas. #prontofalei

Pronto, já me sinto mais leve. Agora, comentários simpáticos: das viagens pouco divertidas devo excluir a ida ao Rio, que por si só já é uma cidade deveras inspiradora. É possível ser turista infeliz no Rio de Janeiro? Não, não é possível. Se você é turista no Rio e se sente infeliz, vá ver o por-do-sol no arpoador e reveja todo o seu conceito de vida e felicidade. Vá tomar uma água de coco na lagoa numa manhã ensolarada, vá passear de bicicleta em Copacabana com bossa nova no iPod, vá almoçar em Santa Tereza e depois a gente conversa. Pois é. Pisar em terras cariocas é sempre revigorante, mesmo quando eu pego ônibus cheios e fedidos, e vale qualquer atividade avaliadora pseudo-lúdica em grupo. Adicione a isso dividir a cama com uma pessoa muito, muito interessante e querida. Já sinto saudades...

Eu tenho um monte de tópicos que eu queria fazer virar post, mas tudo tem um porém. Queria falar da Síndrome do Pinto Pequeno, mas sei lá se vale a pena. Já prevejo todos os comentários xiitas de homens que vão se reconhecer portadores de SPP e externar seus processos de negação me ofendendo nos comentários. Não que eu me importe, até porque eu liberei os comentários anônimos para os ofendidos poderem expressar suas frustrações mais a vontade, mas se tem uma coisa que eu aprendi com as dinâmicas de trainee é que às vezes é melhor e sempre é mais fácil não ser polêmica. E mexeu com a alusão ao pouco tamanho do pinto do sujeito, mexeu com todo o orgulho dele e homens com orgulho ferido se tornam violentos - nas palavras inclusive. Então talvez seja melhor deixar esse assunto pra lá. O que vocês acham?

Outro tópico era falar mal de blogueiros machões idiotas, mas isso é ainda pior do que acusar de pinto pequeno, então esse assunto será definitivamente enterrado.

Vocês querem sugerir alguma coisa? Porque eu não tenho tido nenhum material pra trabalho, não tenho nenhum idiota pra resenhar. Feliz ou infelizmente.

Cantinho do leitor

Não posso deixar de compartilhar com vocês o comentário que a Maíra Rocha fez no post sobre os mineiros. É tudo que faltava para concluir porque, apesar de tudo, eu prefiro cariocas - o que é um mistério pra muita gente. Segue o comentário dela, ipsis litteris:

Sou carioca, e ja rodei muito por minas e bahia onde tenho família e em sao paulo a trabalho. Achoq ue o que molda o comportamento do homem é realmente a oferta e a exigencia das mulheres.
BH me assustou muuuuito, a mulherada parece qeu perde 2 horas no salão antes de sair de casa, credo! rsrs muuuita mulé arrumada, assustei! E claro, todas avançando nod meninos, que nao precisavam fazer nada, so ficar parados esperando. Quando cheguei no bar uns até chegaram falando: Oi, posso te dar um beijo? ahn?? rsrs
Aqui não, nego tem que convencer no papo, e claro, tem muito homem marrento, mas tem muito cara interessante também, depende de onde se vai.
Mas tenho que confessar, os baianos também tem muito charme e pegada... Mas são os maaais machistas!!!
Bom, entÃo, fico com os cariocas mesmo! ;)
Pra quem não conhece Minas, pode soar estranho, mas esse negócio de "oi, posso te dar um beijo?" é MUITO comum, por incrível que pareça. E esse é o motivo de toda a minha revolta. Eu não consigo sentir tesão sem conversar. Aliás, eu consigo sentir tesão só com a conversa. E se a única coisa que o cidadão diz é "oi, posso te beijar?" é de se esperar que eu broxe (broche? o dicionário diz que tanto faz), e me revolte e deseje ardentemente me mudar pro Rio, onde a conquista é mais, digamos, criativa.

8 ou 80

Eu tenho um problema. Tá, eu tenho vários problemas relacionados a meus peguetes, mas esse é especialmente mais complicado. Eu não tenho meio-termo com homem. Não tenho peguete legalzinho, nao tenho peguete mais ou menos, não tenho telefone na agenda ou contato no GTalk com quem eu sinta vontade de sair de vez em quando. Eu só tenho dois tipos de relação com os caras que eu pego: ou eu me apaixono, ou eu desprezo.


Situação clássica de paixonite:

1) eu conheço o sujeito; o sujeito é bacana e bem aparentado.
2) eu converso com o sujeito; o sujeito é inteligente, é divertido, diz coisas interessantes, tem coisas em comum comigo, sabe ouvir tanto quanto sabe falar, tem alguma sensibilidade e boa dose de bom senso e se tem sotaque charmoso, já é, já estou apaixonada.
3) eu beijo o sujeito. Ou melhor, o sujeito me beija, porque eu não tenho coragem de beijar ninguém; (a partir daqui a coisa pode fluir muito bem ou pode desandar, mas eu vou narrar a situação em que a paixonite flui) o sujeito é good kisser e eu torço pra coisa fluir ainda mais.
4) eu dou pro sujeito; o sujeito tem técnica, a gente tem química, é a coisa mais linda do mundo dos últimos dois meses e eu estou oficialmente apaixonada.
5) dedico todo o meu tempo ocioso nos próximos meses pensando em maneiras de encontrar com o sujeito e reviver tudo, tentando não infernizar a vida dele.

Situação clássica do desprezo:

1) eu conheço o sujeito; o sujeito é bacana e bem aparentado.
2) eu converso com o sujeito; o sujeito é mais ou menos inteligente, tenta ser divertido, tenta me impressionar e soa arrogante, tem algo em comum comigo, fala demais e não me ouve, tem alguma sensibilidade e algum bom senso.
3) o sujeito me beija. Eu sei, na segunda etapa ele já não mandou lá muito bem, mas tem três razões que me fazem beijar um cara desses: a) eu estou bêbada, b) eu vejo potencial e penso que pode ser só idiotice de momento ou c) ele tem sotaque charmoso. Sim, eu beijo pessoas por causa do sotaque.
4) eu dou pro sujeito. WTF?! Sim, é possível que eu dê pro sujeito. É provável que não, mas às vezes acontece. Por que? a) eu estou bêbada, b) ele beija bem e eu tou afim de dar ou c) ele tem sotaque charmoso.
5) dedico todo o meu tempo ocioso a ficar invisível no GTalk, igonorar ligações, inventar desculpas esfarrapadas e enviá-las por email até que o sujeito me esqueça.

A minha última paixonite já tá até acabando, e não apareceu outra nova (infelizmente), então não tenho caso pra contar. Mas eu tenho dois casos recentes de pseudo-desprezo.

O primeiro perdeu na terceira etapa. O cara foi legal, foi paciente (porque eu tava bem bêbada, coitado), contribuiu pra coleção de engenheiros, não se mostrou posteriormente digitalmente analfabeto mas... beija mal. Não deu um pingo de tesão, mesmo com álcool. E aí não tem sotaque charmoso que salva - o que, by the way, ele não tinha. Já era.

O outro perdeu na terceira. O cara é legal, divertido, good kisser, inteligentíííssimo, contribuiu pra coleção de engenheiros, mas se mostrou portador da Síndrome do Pinto Pequeno - e isso não tem nada a ver com o tamanho do negócio em si, que fique claro. O cara pode ser o maior pauzudo da praça e ter SPP, é um negócio comportamental.

Mas esse último caso e a Síndrome são assuntos pro próximo post. Até lá, vou dedicando todo meu tempo ocioso a conhecer homens do tipo 80.

OFF TOPIC

Não, eu não sei dirigir. Ainda. Mas resolvi aproveitar minha atual disponibilidade para descobrir que eu tenho talento pra direção, e toda essa aventura burocrática que envolve Detran e auto-escola vai ser registrada aqui no meu blog novo: NASCI PRA DIRIGIR. Porque sim, eu acho que eu nasci com o gene masculino da direção. Só falta ter certeza.

Atentem para o fato de que esse blog novo é um blog de família, portanto comportem-se ;) E participem lá nos comentários!